quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CLIPPING - 26 DE NOVEMBRO

CORREIO BRAZILIENSE

Marcos Coimbra

Partidos e nomes

A crise econômica internacional continua a polarizar as atenções da imprensa, mas mesmo ela, quando a abordagem é política, já é discutida em função das candidaturas postas para 2010.
Neste fim de ano, quando as recentes eleições municipais já parecem coisa antiga, o noticiário político começa a ser dominado pelas discussões a respeito da sucessão de Lula. Imagine-se daqui a alguns meses. Não vai haver outro assunto.
A crise econômica internacional continua a polarizar as atenções da imprensa, mas mesmo ela, quando a abordagem é política, já é discutida em função das candidaturas postas para 2010. Quem ganha e quem perde com a crise? Quem pode crescer se aumentarem as preocupações dos eleitores?
Nessas discussões, tratamos de nomes. Serra ou Aécio? Dilma? Senão ela, quem no PT? Ciro? O PMDB terá candidato próprio?
Sempre foi assim, em nosso sistema político. A mídia apresenta os nomes, a opinião pública os avalia, pesquisas são feitas, ouvem-se opiniões de líderes e especialistas. Um dia, alguma instância, dentro de cada partido, escolhe o nome do candidato.
Como se tomam essas decisões? Quais são as instâncias ouvidas? Afinal, quem monta o cardápio que o sistema político oferece aos eleitores?
Hoje, o Brasil é quase uma exceção na América Latina, um país onde não se questiona o processo de escolha dos candidatos. É como se ele não interessasse aos cidadãos, se fosse algo sobre o qual ninguém tem nada a dizer, salvo as direções partidárias.
Dirigentes e notáveis, dentro de um partido, podem ter tanta influência que, sozinhos, fazem todas as indicações, desde uma chapa de vereadores, a quem será o candidato a presidente. Ao distinto público, incluindo militantes e simpatizantes, resta votar.
Nos Estados Unidos, desde o início do século passado, o sistema de eleições primárias foi adotado como instrumento para aumentar o controle do governo pelos cidadãos. A idéia era fazer com que a voz do eleitor fosse ouvida desde o começo do processo político e não apenas no seu término, na hora de votar.
Essa experiência, em graus maiores ou menores, se disseminou pelas Américas nos últimos anos. Em alguns países, as eleições primárias fazem já parte da legislação, em outros, foram incorporadas às práticas partidárias. Só não existem de todo em poucos. Dentre os únicos quatro, no Brasil.
Quem mais tem se preocupado com o assunto é o PSDB, através, principalmente, de manifestações de Fernando Henrique Cardoso. Outras lideranças do partido também têm falado sobre o tema.
Parece claro que, confirmadas as duas (ou mais) candidaturas do PSDB, terá que ser encontrado um método legitimo para que uma seja escolhida. Se haverá algum tipo de prévia, se outra solução for melhor, não importa. O relevante é que a decisão seja aberta, transparente, participativa.
Na nossa tradição, tendemos a ver disputas internas como inconvenientes, diversionistas, que beneficiam apenas os adversários. Deve ser por isso que Lula, na única vez em que teve de lidar com uma proposta desse tipo, avisou o PT que preferiria desistir da candidatura a enfrentar uma prévia. Em 1997, tiveram que convencer Eduardo Suplicy a recuar de sua aspiração a se candidatar, para não melindrá-lo.
Ao contrário, as prévias são boas. Para os grandes partidos, onde existem muitas opiniões, a escolha de uma candidatura pode ser um momento fundamental. As diferenças se explicitam, as alas e correntes medem suas forças, o partido se revela e permite que os pontos de vista mais sintonizados com os eleitores prevaleçam.
Se o PSDB vier mesmo a fazer as prévias que parecem possíveis, quem vai ter que se explicar é Lula. Não vai ser bom para o PT ficar como o partido onde a vontade de uma pessoa (ainda que essa pessoa seja Lula) é a única coisa que conta.



ESTADO DE SÃO PAULO

Aécio discorda das críticas do secretário de Serra


O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), reiterou ontem a preocupação com eventuais perdas para os Estados na proposta de reforma tributária, mas discordou da avaliação “radical” do governo paulista sobre o relatório apresentado pelo deputado Sandro Mabel (PR-GO). Para Aécio a reforma “é necessária para o País”.
Em entrevista ao Estado, o secretário de Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo Costa, criticou o relatório, afirmando que ele propõe “a destruição da indústria paulista”.
Os governos da Bahia e do Amazonas também mostraram-se contrários às críticas feitas por Mauro Ricardo. “Esta reforma será bem-vinda se corrigir distorções tributárias”, afirmou o governador Eduardo Braga (PMDB). O secretário da Fazenda baiano, Carlos Martins, alfinetou: “São Paulo se acostumou a só pensar em seus interesses e precisa começar a pensar no País como um todo”.
O governo do Espírito Santo concorda em parte com a posição paulista. “Não há qualquer sinalização de que a carga tributária será reduzida”, disse a secretária da Fazenda capixaba, Cristiane Mendonça. No Rio, o secretário da Fazenda, Joaquim Levy, disse ter sentido falta de contrapartidas aos Estados.


ESTADO DE MINAS

Itamar aconselha Aécio

Ex-presidente afirma que governador não deve se filiar ao PMDB e que o melhor seria uma definição rápida sobre a sua candidatura ao Palácio do Planalto nas eleições de 2010

Bertha Maakaroun

O ex-presidente da República e ex-governador de Minas Itamar Franco declarou ontem que, se fosse perguntado, desaconselharia o governador Aécio Neves (PSDB) a eventual filiação ao PMDB. “Se ele pedir a minha opinião se deve se filiar ao PMDB, eu lhe diria: nunca”, assinalou. Itamar acrescentou em seguida: “Olha que eu sou fundador do antigo MDB, o nono a assinar a ficha do PMDB nacional”. Depois de lembrar que ficou no PMDB por mais de 20 anos, Itamar, que hoje está sem partido, disse: “Em 1998 tentei ser candidato a presidente pelo PMDB e eles escolheram Fernando Henrique Cardoso”.
Depois de reiterar que gostaria de ver Minas de volta ao Palácio do Planalto através de Aécio, Itamar considerou que o governador precisa se definir rapidamente se será candidato. “Acho que ele vai ter de se definir rapidamente. Mas, claro, a velocidade quem escolhe é ele, se deseja ser candidato a presidente”, afirmou Itamar. Ao analisar o cenário político-eleitoral nacional, Itamar considerou forte a pré-candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. “Temos do outro lado uma candidata forte, a ministra Dilma Rousseff. É uma mulher de excelente combatividade, está mostrando que tem uma ação forte não só no processo eleitoral, como no processo político. Ela é candidata que se tem de olhar com muito respeito”, disse.
Em crítica velada à aliança anunciada entre o PT de Fernando Pimentel e o PSDB na capital mineira, Itamar afirmou: “Aqui se falava em nova idéia, nova identidade que todos deveríamos nos unir. Mas, de repente, o que vejo em Juiz de Fora? Todos se uniram contra o candidato Custódio Mattos, do PSDB. Então, a aliança não é uma idéia geral. Foi específica para a capital”, afirmou. Segundo Itamar o contexto de Belo Horizonte aponta para uma forte incongruência do PT de Fernando Pimentel em 2010. “Ele já disse que apóia a Dilma Rousseff. Se o Aécio Neves for candidato a presidente, o que fará?” indagou.
Itamar Franco foi homenageado ontem, na Associação Comercial de Minas Gerais, com a comenda da Ordem Juscelino Kubitschek. Em discurso aos empresários e amigos presentes, ele fez um balanço de sua atuação pública à frente da Presidência da República entre 1992 e 1994 assim como a sua gestão no governo de Minas, entre 1998 e 2002. Citando o principal herdeiro da Escola de Frankfurt, Junger Habermas, Itamar afirmou: “Os argumentos éticos mais fortes são aqueles que levam em conta aquilo que é bom para nós – para todos”.
Itamar ressaltou as condições em que recebeu o país em 1992, mergulhado numa crise institucional política e diante de forte crise econômica. Lembrou que estabilizou a moeda, por meio do Plano Real, e imprimiu critérios éticos na administração pública, criando a Comissão de Ética Pública. “Sob nosso comando o país cresceu mais de 5% ao ano, restabeleceram-se a auto-estima e a confiança do povo brasileiro e não se registraram os famosos escândalos, hoje repetidamente retratados na imprensa”, disse.
Itamar Franco descreveu ainda a situação em que encontrou em 1998 o governo de Minas: “Recebi Minas Gerais em dificílima situação: com a Polícia Militar humilhada e revoltada, a Cemig entregue ao capital estrangeiro, a Copasa devedora de milhões, o BDMG prestes a ser transformado em agência de fomento. O estado tinha um caixa de poucos milhões ante compromissos de centenas de milhões, um décimo terceiro salário atrasado, dívida internacional elevada e o que deve ser fixado – com cerca de 13% de arrecadação do estado comprometida”, afirmou. De acordo com Itamar Franco, exceção ao comprometimento da arrecadação, tudo foi revertido em seu governo. “Ao final do mandato, entregamos um estado refortalecido e, através de uma lei delegada pronto para que o novo governo assentasse as bases de sua administração”, observou.
Itamar disse ainda que, como homem público, sempre procurou ser “simples, modesto, não badalador”, buscando a austeridade e a ética como carro-chefe da administração.
Aécio afirmou que considera um equívoco precipitar o anúncio de nomes de candidatos do PSDB à presidência da república, sem ter clareza da proposta do partido para a “era pós-Lula”. Ele defendeu que o partido amadureça proposta de reformas consistentes a serem anunciadas apenas no final do ano que vem. Ele discordou do presidente Itamar Franco, contrário à sua migração para o PMDB. “Ninguém vai governar sem o PMDB – que é essencial para as eleições e mais ainda para a governabilidade”.

5 comentários:

Anônimo disse...

Este blog está vazio igual as chances do psdb para 2010

DILMA PRESIDENTE!!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

kkkkkkkk
isso é uma piada...
nunca vi tanta mentira
psdb nunca mais

Anônimo disse...

Esse projeto de Collor só é conhecido na roça mineira. Os caipiras acreditam em tudo que esse louco fala. Aliás, deve ser porque todos os jornais de lá são censurados.

O último que fez oposição em Minas morreu enforcado (tiradentes)

Se tiver alguém aí entrem no blog da futura presidente:
dilma13.blogspot.com

Afonso Sá

Anônimo disse...

TUCANO = MENTIRA, DESEMPREGO, FMI

AÉCIO É UMA FRAUDE... TUCANO EM PELE DE CORDEIRO

CHE

Anônimo disse...

CHEGA DE LULISMO, CHAVISMO E OUTROS LADRÕES DA AMÉRICA LATIANA!

AECIO PRESIDENTE!!!!!